domingo, 14 de setembro de 2008

Diego Pandolfi Lopes


Missa no Convento

O espaço são as formas mais a vida que as anima. Essas formas exprimem as heranças que representam as sucessivas relações localizadas entre homem e natureza. O espaço resulta da inserção da sociedade na paisagem. O espaço é um sistema de valores, que se transforma permanentemente.
O convento vazio não passa de uma paisagem. Numa missa porem, essa paisagem se transforma, se enche de vida, e portanto, se torna um espaço. Nesse contexto podemos descrever o convento como um fixo. Um fixo construído em 1558, considerada a construção mais emblemática do estado. E que traz um grande fluxo de fiéis todos os dias.


Canal de Camburi

Em um dia ensolarado do ano de 1996, foi inaugurada a Ponte Ayrton Senna (eu estava lá). Ela é a terceira ligação entre a ilha de Vitória à parte continental norte (Jardim da Penha, onde moro). Todos os dias milhares de pessoas passam por ela, e eu sou apenas mais um. Depois de várias idas e vindas, a ponte continua atendendo ao seu propósito. Mais até do que isso, ela serve como base para pescadores lançarem suas redes e jogarem suas iscas. Serve também como mirante de onde temos uma admirável vista da cidade, que, por sinal, mudou bastante depois de uma dúzia de anos.
Essa vista/imagem se trata de um espaço. Espaço porque podemos identificar a sociedade encaixada e espremida dentro do ônibus que passa em cima da ponte ao fundo (ponte de Camburi construída na década de 80 e recentemente reformada). Ou através do pescador que pega seu barco ancorado no canal rumo ao mar.
Os fixos estão por toda parte; as edificações, a vegetação, o cais. E os fluxos também; o trajeto do ônibus e dos carros, o rumo q o barco toma no canal...
O interessante desse espaço, e por isso decidi mostrá-lo, é o fato de ele conter contrastes incríveis entre o natural e o artificial, o novo e o antigo.

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