sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Karla Juliana de Souza Coelho


Em tantas passagens pela Terceira Ponte e tantas vistas exuberantes, havia uma que sempre me instigava a estar lá, mas ao mesmo tempo me parecia ser tão distante e de tão difícil acesso, simplesmente por não ser meu caminho, que mesmo residindo na Grande Vitória nunca havia me programado para ir até lá. Mas aproveitei a oportunidade para conhecer uma prainha/praça/rua sem saída que tem na Enseada do Suá, debaixo da Terceira Ponte. E assim me permiti ver a vista de lá, daquela paisagem que sempre me chamou a atenção, da onde eu poderia enxergar os lugares que antes haviam me feito olhar para o lugar aonde eu estava naquele momento.
Como não poderia ser diferente, a experiência me fez descobrir uma paisagem exuberante, onde o que mais me chamou a atenção foi a interação do azul, do verde e do cinza amarronzado e a relação da paisagem natural – Morro do Moreno, por exemplo (que já foi fortemente modificada pelo homem) com a paisagem artificial – por exemplo a Terceira Ponte.
Nesta minha paisagem, também notei o espaço que ali existe: a Terceira Ponte sendo uma grande via de transporte, o mar que serve para a passagem de navios, o próprio Convento da Penha que tem todo um significado religioso para o povo capixaba e uma pessoa simplesmente admirando a exuberância daquele lugar.
O que se percebe então, é que este espaço permite uma interação espontânea entre os fixos – Terceira Ponte, Convento da Penha, Morro do Moreno, e os fluxos que seria a interação da relação humana com os fixos (carros passando na Terceira Ponte, a pessoa admirando a paisagem,...), gerando uma sensação de que tudo deveria estar aonde está e se relacionando da forma como já se relaciona.

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