sábado, 13 de setembro de 2008

Letícia Oliveira


Praça sem identidade.

Vamos chamá-la de Hélio Ferraz, conjunto onde está localizada; e dizer que existe desde 1987, ano de minha construção. Criado para lazer e utilizado como lar, seus usuários são bêbados, narcóticos... Sei lá! Só sei que não me encaixo neste espaço.
”As mutações da paisagem podem ser estruturais ou funcionais” Milton Santos. Pois Hélio sofreu as duas mutações, fixos deteriorados e fluxo de miséria. O palco serve como abrigo nas noites, o redor dele é usado como banheiro ou lareira. O parquinho é inutilizável, paisagem apenas. Os únicos que mantém a função são as árvores e bancos, sombreiam e servem de assento.
Acredito em melhoras, seus habitantes podem não sair (que é o meu desejo), mas ao menos compraram uma vassoura para dar certa dignidade ao local.

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