
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Karla Rúbia Roberte Brunoro

Karla Rúbia Roberte Brunoro

camila
Contraditório classificar estas imagens em paisagem ou espaço – em especial este último. E também pelo entendimento dos termos embolarem-se com o que nos diz o senso comum sobre – por ele, muitas vezes são correspondentes.
Penso que “paisagem” e “espaço” dizem respeito a esferas próprias – porém em interseção -, seus tempos são diferentes sem deixarem de ser contemporâneas.
A primeira é sedimento de várias épocas, explícitos ou não; “fossilização” daquilo que foram espaços. Em paisagem significados são subentendidos – emergidos talvez por uma leitura cuidadosa.
O movimento do ser humano acontecido na paisagem é espaço; sistema de valores, de fluxos e fixos, e funcionalidade.
"Não sei que coisa estranha e pobre existe na substância íntima dos jardins citadinos que só a posso sentir bem quando me não sinto bem a mim. Um jardim é um resumo da civilização – uma modificação anônima da natureza. As plantas estão ali, mas há ruas – ruas. Crescem árvores, mas há bancos por baixo da sua sombra. No alinhamento virado para os quatro lados da cidade, ali só largo, os bancos são maiores e têm quase sempre gente.
Não odeio a regularidade das flores em canteiros. Odeio, porém, o emprego público das flores. Se os canteiros fossem em parques fechados, se as árvores crescessem sobre recantos feudais, se os bancos não tivessem alguém, haveria com que consolar-me na contemplação inútil dos jardins. Assim, na cidade, regrados mas úteis, os jardins são para mim como gaiolas, em que as espontaneidades coloridas das árvores e das flores não têm senão espaço para o não ter, lugar para dele não sair, e a beleza própria sem a vida que pertence a ela."
domingo, 28 de setembro de 2008
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Aline Marques Fialho

A fotografia retrata edifícios e construções que mascaram a natureza. A vista da Pedra do Penedo, importante monumento natural da cidade, fica perdida em meio à tantos prédios.
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Aline Marques Fialho

Ao observarmos a mesma imagem à noite, nos deparamos com um jogo de luzes fantástico, assemelhando a um presépio iluminado. Uma paisagem desprivilegiada socialmente, ganha status e beleza ao contemplarmos de maneira diferenciada.
O que durante o dia salta ao olhar, durante a noite passa despercebido.
domingo, 21 de setembro de 2008
(( Roteiro Cid. Invisíveis ))
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Dângela Detemann Muniz

Dângela Detemann Muniz

segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Priscilla Ribeiro
Minha visão da pedra.
A pedra é fixa desde da sua formação, será?!!(acredito). Inicialmente seria destruída ou explorada ( tanto que existe uma mutação humana na forma orgânica da pedra).Em um instante do espaço, decidiram que seria uma pedra especial, não sei qual a intenção da decisão(.... aparência com uma cebola, ou protagonista de algo...), e também admito que não sei quem veio primeiro a Pedra da Cebola ou o Parque, digo no surgimento da idéia!
Sei que construíram o Parque da Pedra da Cebola (lógico) e fui visitá-lo, ao vê-la tornei-me um turista e o fluxo em torno da pedra acredito que seja de observadores, conservadores, visitantes, pássaros, insetos, etc ... até aquele determinado momento foi isso.
Obs. Um objeto atípico é a fita em volta da pedra...será para interditá-la?
Priscilla Ribeiro
O domínio do visível a partir do meu olhar observador no Parque da Cebola.
Percebi que existe espaço, pois há interação humana manipulada pelos interesses capitalistas, resultando em um conjunto heterogêneo de formas naturais e artificiais localizados ordenadamente afim de obedecer os fluxos aos fixos da cidade, de acordo com a posição social de cada habitante.
Na paisagem "captei" um instante do movimento do espaço, observei uma grande interação entre os formadores da sociedade, pois o espaço abarca diversos tipos e níveis de produção, mas ao mesmo tempo neste instante é cada um no seu “quadrado”.
domingo, 14 de setembro de 2008
Jaqueline de Paula Effgen

O espaço desperta atenção pela mistura. De texturas, de sabores, de sons, de passantes.
A feira invade a rua aos sábados pela manhã e os fluxos variam de donas de casa a empresários. Fixos, permanecem somente prédios e vitrines

“O que vimos ser construído é, para as gerações seguintes, o que existe diante deles como natureza”.
É essa a visão que tenho da foto acima. Familiar, quase natural.Cortar a rua por cima dos trilhos, ou esperar o fim dos vagões para atravessá-la são parte do cotidiano da população (inclusive do meu).
A ferrovia (Santa Leopoldina) corta a cidade de Marechal Floriano desde 1900. E nesse espaço, paisagem e sociedade convivem pacificamente.Pedestres, ciclistas e motoristas percorrem bancos de concreto, trilhos enferrujados. Fluxos e fixos.
Diego Pandolfi Lopes

Missa no Convento
O espaço são as formas mais a vida que as anima. Essas formas exprimem as heranças que representam as sucessivas relações localizadas entre homem e natureza. O espaço resulta da inserção da sociedade na paisagem. O espaço é um sistema de valores, que se transforma permanentemente.
O convento vazio não passa de uma paisagem. Numa missa porem, essa paisagem se transforma, se enche de vida, e portanto, se torna um espaço. Nesse contexto podemos descrever o convento como um fixo. Um fixo construído em 1558, considerada a construção mais emblemática do estado. E que traz um grande fluxo de fiéis todos os dias.

Canal de Camburi
Em um dia ensolarado do ano de 1996, foi inaugurada a Ponte Ayrton Senna (eu estava lá). Ela é a terceira ligação entre a ilha de Vitória à parte continental norte (Jardim da Penha, onde moro). Todos os dias milhares de pessoas passam por ela, e eu sou apenas mais um. Depois de várias idas e vindas, a ponte continua atendendo ao seu propósito. Mais até do que isso, ela serve como base para pescadores lançarem suas redes e jogarem suas iscas. Serve também como mirante de onde temos uma admirável vista da cidade, que, por sinal, mudou bastante depois de uma dúzia de anos.
Essa vista/imagem se trata de um espaço. Espaço porque podemos identificar a sociedade encaixada e espremida dentro do ônibus que passa em cima da ponte ao fundo (ponte de Camburi construída na década de 80 e recentemente reformada). Ou através do pescador que pega seu barco ancorado no canal rumo ao mar.
Os fixos estão por toda parte; as edificações, a vegetação, o cais. E os fluxos também; o trajeto do ônibus e dos carros, o rumo q o barco toma no canal...
O interessante desse espaço, e por isso decidi mostrá-lo, é o fato de ele conter contrastes incríveis entre o natural e o artificial, o novo e o antigo.
Patrícia Kapiche

Essa casa me chamou atenção devida sua localização. Ela está no meio de “tudo”. Fiquei me perguntando como deve ser morar em uma casa localizada na Reta da Penha, com tanto fluxo de carros e pessoas. A foto também retrata as mudanças que vão ocorrendo na cidade ao longo dos anos - representada por seus fixos - mostrando prédios, a casa, e casas que viraram comércio. Só não se sabe até quando essa casa irá resistir ao crescimento vertical da cidade.
Patrícia Kapiche

Essa foto retrata a desigualdade social em um bairro rico de Vitória. Desde sempre essa cena me chamou atenção, e até hoje não sei da história. E na foto tal desigualdade retrata-se com um Audi estacionado em frente à residência, e logo ao lado uma academia freqüentada por pessoas com poder financeiro maior. Tal espaço apresenta seus fixos – tais como a residência e a academia- e fluxos, pois se trata de uma rua bem movimentada que liga o bairro a Av. Nossa Senhora da Penha.
Leonardo Izoton.

Tranqüilidade.
Meaípe, balneário do litoral capixaba, famoso pelo turismo e gastronomia, representada pelos frutos do mar, bolinho de aipim e pelos doces, sendo estes servidos em barraquinhas, bares e restaurantes. Onde se situa o Multiplace MAIS, conhecida casa de shows do cenário estadual e localizada a 10km de Guarapari.
Esta foto focaliza a enseada, formando uma belíssima paisagem, avistada de cima das pedras. Através de elementos naturais e artificiais vai se compondo, ser perder o clima paradisíaco.
Teve seu início em 1918, com a formação de uma colônia de pescadores, rica em tradições e costumes, que se instalou diante de um mar tranqüilo.
...
Será que a instalação do complexo siderúrgico de Anchieta vai acabar com tudo isso?
Leonardo Izoton.

Minha rua mundo.
“Eis que você entra em uma rua e se depara com uma paisagem artificial estática, como agora, ou com um espaço dinâmico, dependendo do momento, com uma perspectiva bacana e ao fundo um imenso muro branco fechando seu caminho.”
Este é meu "pedaço", desde que me entendo por gente; Rua André Nogueira, no Centro de Vila Velha, que há uns 35 anos atrás era apenas uma área de brejo com influência de maré, que foi sendo ocupada e aterrada, terreno por terreno.
Cada um a transforma a em espaço segundo sua rotina, ou na interseção das atividades dos indivíduos. Esta é o retrato de uma tranqüila rua no fim de semana, cheia de fixos e com fluxos escondidos.
sábado, 13 de setembro de 2008
Sofia Beatriz
Vista da caixa d'água- UFES
Esta imagem caracteriza-se como espaço, pois é formada de várias paisagens contendo um contexto social. O espaço é antagônico, quando mostra a vida urbana- que como sabido é composta de transito, poluição, correria, barulho, entre outros aspectos- contrastando com o aspecto calmo, pacato da natureza do mangue que circunda parte da ilha de Vitória.
Os fixos neste espaço são as edificações, a vegetação, a pedra, o relevo, enquanto fluxo pode-se considerar a água do rio, a movimentação de veículos e pessoas tanto na cidade quanto no mangue. Na realidade, os fixos e os fluxos estão interagindo e se alterando mutuamente.
Faço parte deste espaço, no qual a vontade humana, baseada no capitalismo, impõem sua vontade sobre a natureza, mas me pergunto, até onde isto vale à pena? Até que ponto podemos interferir e controla-la?
Sofia Beatriz
Jardim da Penha, Vitória.
Esta imagem pode-se considerar como uma paisagem artificial, pois representa um momento, é resultado de um trabalho vivo sobre o trabalho morto, é um objeto de mudança.
A paisagem é estática, o prédio é um elemento fixo que está sem o fluxo dos trabalhadores das obra e sem o movimento de carros e pessoas pela rua, no instante da foto.
As questões da evolução da engenharia, das relações de trabalho e do sistema capitalista aceleram o processo produtivo das edificações
Ana Luiza

O Teatro Universitário da UFES, além de sediar eventos do meio acadêmico e fora dele, também compõe uma belíssima edificação arquitetônica. Como estudante do curso de arquitetura, me atrai edificações e construções belas e funcionais presentes na cidade. A imagem é um espaço pois retrata relações de pessoas, que por sua vez também fazem parte dos elementos fluxos do retrato, juntamente com os carros. Os fixos são as vegetações e o próprio teatro.
Ana Luiza
Essa imagem retrata uma paisagem presente na Universidade. Está situada em uma área próxima à lagoa. É um lugar lindo onde os estudantes podem desfrutar de paz e tranqüilidade. Se trata de uma paisagem pois não há nenhuma relação presente. As fotos foram tiradas no dia 12 de setembro.
Os fixos dessa imagem são justamente as árvores e também a pequena edificação ao fundo.
Letícia Oliveira

Vamos chamá-la de Hélio Ferraz, conjunto onde está localizada; e dizer que existe desde 1987, ano de minha construção. Criado para lazer e utilizado como lar, seus usuários são bêbados, narcóticos... Sei lá! Só sei que não me encaixo neste espaço.
”As mutações da paisagem podem ser estruturais ou funcionais” Milton Santos. Pois Hélio sofreu as duas mutações, fixos deteriorados e fluxo de miséria. O palco serve como abrigo nas noites, o redor dele é usado como banheiro ou lareira. O parquinho é inutilizável, paisagem apenas. Os únicos que mantém a função são as árvores e bancos, sombreiam e servem de assento.
Acredito em melhoras, seus habitantes podem não sair (que é o meu desejo), mas ao menos compraram uma vassoura para dar certa dignidade ao local.
Letícia Oliveira
A árvore náusea.Apesar da árvore oferecer um toque de mera paisagem a fotografia,o local se trata de um espaço que tem por fluxo o trânsito de pedestres,ciclistas e automóveis.Mas o que me chama atenção não é a estrada e sim a inconveniência da planta que se mantém fixa diretamente no asfalto,é como se todo o caminho fosse de seu domínio...se nega aos limites do canteiro.
Por que quis mostrá-la?
Porque é sem educação, não oferece passagem.
Porque é inútil a mim, não posso usufruir de sua sombra.
Porque é ousada!Furou o asfalto, o tédio,o nojo e o ódio.
Ágatha Oliveira Vilaça

A paisagem retrata um instante da Praia de Camburi, os fixos representam a harmonia entre o artificial e o "natural". Os fixos são representados pelos prédios ao fundo, os coqueiros, os bancos e até mesmo a calçada construída recentemente, o que contrasta com a idade dos edifícios, que são relativamente antigos. Os Fluxos não são intensos devido a hora da retratação da paisagem.sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Sheila Macedo
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Certamente, esta cidade repleta de tantas belezas naturais esconde o descaso com o patrimônio público - motivo escolhido para este panorama.
Sheila Macedo
O Morro da Gurigica serve de fundo para este espaço localizado em Bento Ferreira. Sua ocupação foi dada há 40 anos por meio de aterros. É caracterizado pela ocupação por prédios institucionais ao longo da avenida Mascarenhas de Moraes (Beira-Mar) apesar de hoje, ser considerado um bairro residencial. O ápice da construção de muitos de seus fixos é recente e, a partir daí, os fluxos surgiram com mais intensidade. Seus fluxos e fixos estão claros nesse panorama: Carros, empresas, prédios, etc.O fator determinante para escolha desta foto foram os contrastes: Bairro calmo de classe média em meio a duas avenidas de intenso movimento (Av. Beira Mar e Av. Vitória), permeando as ocupações desordenadas do morro e da faixa de comércio.
Thays Reuter
A imagem da estatua do Centro de Artes da Ufes é considerada uma paisagem artificial. Localizada num local aberto, pode ser vista de diferentes ângulos. Todos os dias ao ir para faculdade me deparo com ela, muito bonita, e que mesmo tão próxima, na correria do dia a dia, por vezes me passa despercebida. É fixa, transitando ao redor da estatua inúmeras pessoas que a tem como fundo de suas historias, das suas conversas.
Thays Reuter

A paisagem corresponde a uma área próxima a lagoa da UFES. É um lugar aberto, com uma grande área verde, transmite tranqüilidade, devido ausência de ruídos, bom para refletir. O local me trás boas recordações do tempo de caloura, aonde íamos até lá para desenhar ao ar livre. Há um pequeno fluxo de pessoas, geralmente de passagem. A paisagem em si é retratada por elementos fixos, as arvores. Por constituir uma imagem natural fica difícil datar sua existência.
Tainah Neves
Tainah Neves
Essa imagem retrata uma parte do Parque da Pedra da Cebola, que surgiu no ano de 1997, originário de uma propriedade da Companhia Vale do Rio Doce recuperada, que contém duas construções existentes nesse local (Casa de Meditação e o espaço cultural do Mosteiro Zen) e o jardim oriental. Espaços "místicos" e calmos no centro de uma região barulhenta e movimentada. No momento da foto o espaço se torna uma paisagem, já que não existem relações ocorrendo no campo visual da fotografia. Os fixos da imagem são representados pelas construções, vegetação, postes. Em contraponto os fluxos não estão presentes de maneira aparente na foto, as relações ocorrem dentro das casas, e fora do campo visual da imagem. O Parque Municipal da Pedra da Cebola representa para mim um local que se pode fugir do agito da cidade, principalmente nos locais representados na fotografia, pois é um local calmo (fora quando tem a feira do verde). E a meu ver, esse parque é um dos mais completos, interessantes e prazerosos da nossa cidade, já que ele oferece desde uma visão privilegiada, vários tipos de animais, lugares para descansar, ciclovias e uma boa infra-estrutura.
Gilmara Cristina Bolsanello
Gilmara Cristina Bolsanello

O local acima se encontra ao lado do rio Doce, em Colatina, as fotos foram feitas no dia 07 de setembro.
A escolhi para mostrar um pouco as pessoas a cidade de onde venho.
Nesta foto percebemos a não interação de pessoas, ou seja, ela é primordialmente paisagem, e se constitui com fixos, como os prédios, os carros estacionados a ponte ao fundo.
Karla Juliana de Souza Coelho

Em tantas passagens pela Terceira Ponte e tantas vistas exuberantes, havia uma que sempre me instigava a estar lá, mas ao mesmo tempo me parecia ser tão distante e de tão difícil acesso, simplesmente por não ser meu caminho, que mesmo residindo na Grande Vitória nunca havia me programado para ir até lá. Mas aproveitei a oportunidade para conhecer uma prainha/praça/rua sem saída que tem na Enseada do Suá, debaixo da Terceira Ponte. E assim me permiti ver a vista de lá, daquela paisagem que sempre me chamou a atenção, da onde eu poderia enxergar os lugares que antes haviam me feito olhar para o lugar aonde eu estava naquele momento.
Como não poderia ser diferente, a experiência me fez descobrir uma paisagem exuberante, onde o que mais me chamou a atenção foi a interação do azul, do verde e do cinza amarronzado e a relação da paisagem natural – Morro do Moreno, por exemplo (que já foi fortemente modificada pelo homem) com a paisagem artificial – por exemplo a Terceira Ponte.
Nesta minha paisagem, também notei o espaço que ali existe: a Terceira Ponte sendo uma grande via de transporte, o mar que serve para a passagem de navios, o próprio Convento da Penha que tem todo um significado religioso para o povo capixaba e uma pessoa simplesmente admirando a exuberância daquele lugar.
O que se percebe então, é que este espaço permite uma interação espontânea entre os fixos – Terceira Ponte, Convento da Penha, Morro do Moreno, e os fluxos que seria a interação da relação humana com os fixos (carros passando na Terceira Ponte, a pessoa admirando a paisagem,...), gerando uma sensação de que tudo deveria estar aonde está e se relacionando da forma como já se relaciona.
Karla Juliana de Souza Coelho

Esta paisagem retrata a praia da Praça dos Namorados – Praia do Canto, lugar bonito e tranqüilo e que me faz lembrar momentos especiais na minha infância, como as minhas idas com minha família à praia (quando não era imprópria para banho) e a feira que ocorre até hoje aos sábados e domingos.
Esta praia/praça representa uma paisagem artificial, aonde foram feitas muitas modificações pelo homem, como a construção da praça, o recuo da praia, a construção do Iate Clube e até a ocupação da Ilha do Frade por residências, mas ainda conseguimos identificar objetos naturais, como as árvores e o próprio mar. Essas paisagens se inter-relacionam criando um ambiente agradável, acolhedor e que nos faz ter vontade de sentar para admirar a paisagem.
A praça/praia também é um espaço dinâmico, com movimento, aonde vemos pessoas caminhando e se exercitando e nos fins de semana grande fluxo de pessoas visitando a feira que já foi citada acima.
Nessa paisagem também é notável a relação entre os fixos e fluxos, como por exemplo, as pessoas aproveitando a praça e sua estrutura de apoio (fixos) para se exercitar (fluxo) ou as pessoas (fluxo) instalando suas residências (fixos) na Ilha do Frade (fixo).
Toda essa relação nos permite enxergar um “casamento perfeito” entre uma bela paisagem e toda a dinâmica dos seres humanos que a usufruem.
Poliana Teixeira

Eu decidi fotografar o monumento artístico, na UFES, porque passo por ele todos os dias, seja ao chegar ou ao sair do Cemuni. Muitas vezes parei para observá-lo e sempre o achei, e continuo achando, bonito e bastante expressivo. Expressivo porque ele representa bem, devido a sua forma, o Centro da Universidade em que está situado: o Centro de Artes.
Há um tempinho fiquei sabendo que o objeto fotografado foi obra de um professor de artes da UFES, que trabalha ali há muitos anos. É muito legal saber que prestigiaram artistas aqui mesmo do Estado para fazer a obra e não convidaram outros de lugares diferentes, talvez mais conhecidos. Mais interessante, ainda, é saber que esse professor já me deu aula e que de alguma forma, mesmo que minúscula, eu tenho a ver com aquela arte.
Bianca Chiepe Scopel

Nessa paisagem aparecem objetos naturais e artificiais que possuem datação diferente: alguns são mais recentes e outros mais antigos; os prédios, por exemplo, já mostram sinais de desgaste. Os fixos, como o prédio da reitoria da UFES, árvores, calçadas,geram em determinados momentos fluxos. E assim, surgem variados espaços, com a presença de movimento, de relações entre os objetos: as pessoas trabalhando, os estudantes se dirigindo às suas aulas.
A paisagem foi escolhida para ilustrar um momento muito comum dos frequentadores da UFES, representando um dos muitos caminhos que todos os estudantes - como eu - percorrem e vêem quase que diariamente.

Outra paisagem, mais espaços. Árvores, carros, placas, pessoas e o planetário se encaixam no perfil de fixos e são capazes de gerar fluxos através de sua interação e movimento. Novamente os objetos apresentam datação diversificada e criam espaços com a circulação de visitantes, de trabalhadores, de carros.
Esse local com certeza marcou a vida de muitas pessoas, principalmente quando crianças, que sonhavam em conhecer o planetário. Eu fui uma delas, e por isso, quis compartilhar essa lembrança.
Francine Pizetta Libardi

Está foi a minha primeira montagem, resolvi retratar a lagoa da Ufes,lugar muito bonito, mas que muitos alunos desconhecem ou raramente visitam.
Pouco sabemos sobre a lagoa, mas quando olhamos pra ela podemos dizer que a falta de concientização dos que dela usufrui é muito grande.
Nela encontramos plásticos, gimbas, resíduos orgânicos entre outros, um verdadeiro descaso com o meio ambiente.
Vale salientar que existem alguns estudos dentro da própria Ufes que servem para levantar dados da situação atual da mesma, como exemplo o Laboratório de Limnologia e Planejamento Ambiental, que após a análise laboratorial poderá ser tomada alguma decisão ou feito algum planejamento para tal situação.
O PROSAB- Programa de Pesquisa em Saneamento Básico é outro que também estuda esta área, porém com o objetivo de polimento para fins de reuso agrícola.
Francine Pizetta Libardi

A foto acima retrata alguns prédios em frente a praia de Itapuã, cantinho da praia que foi rebatizado com o nome de Beverly Hills, tamanha a beleza dos frequentadores.
Com o mar aberto, aonde de longe podemos avistar os navios aguardando vaga nos portos de Vila Velha e Vitória.
Na imagem podemos observar com facilidade a grande problemática dos banhistas, os "Espigões" que há mais ou menos duas décadas vem crescendo e com tamanha voracidade que dificilmente encontramos terrenos vazios ou com pequenas construções.
Às 16:00H já não bate mais sol na areia, a não ser se estiver em localização privilegiada, ou seja, entre os vãos dos Arranha-céus.
Poliana Teixeira

Eu escolhi exibir a imagem do único planetário do Espírito Santo, porque é um lugar que eu havia esquecido, nem lembrava que existia.Ao passar pelo lagoa, procurando um lugar para tirar as fotos deste trabalho, vi o Planetário e lembrei o quanto aquele lugar foi importante pra mim um dia.
Quando criança, sempre fui "doida" pra conhecer um planetário e ver o céu de pertinho. Meus pais nunca me levaram, mas um dia minha escola fez uma excursão e, enfim, eu pude visitar o Planetário da UFES. Foi muito interessante e surpreendente aquele dia.
Ao lembrara disso, fiquei me perguntando como eu pude esquecer aquele lugar. Assim, eu resolvi mostrar a imagem do Planetário para que ele também seja lembrado pelas pessoas que viram a minha fotografia.
Bethyna Costa do Nascimento

O espaço em questão está localizado na Enseada do Suá próximo a 3ªPonte, é o Corpo de Bombeiros Militar do estado do Espírito Santo. Escolhi mostrar essa imagem por ser o local em que trabalho e por representar parte da minha rotina profissional. Este espaço, no momento em que as fotos foram tiradas, estava sendo utilizado para um treinamento em altura. Há um certo contraste entre a estrutura de treinamento, a ponte e algumas edificações, antigos, em relação as construções no fundo novas e em construção, o que me fez refletir que a nossa cidade ainda não está totalmente formada, continua em crescimento e expansão.

O espaço em questão está localizado na chamada Grande Santo Antônio, que abrange os bairros de Santo Antônio, Caratoira e Alagoano. Escolhi mostrar essa imagem por ser uma das vista que tenho da minha residência. No momento em que as fotos foram tiradas, este espaço tinha pouco fluxo, por volta das 9h, normalmente essa área de lazer fica bastante movimentada a partir das 17h. Pode-se perceber que a praça e o asfalto são "novos", uns prédios mais antigos e outros recém reformados.
Cláudia Espindola Sedlmaier

As imagens foram realizadas na AABB, domingo dia 07 de setembro de 2008. Escolhi mostrar essas imagens por não estar nesse lugar apenas de passagem, mas ter ficado um determinado período tendo a oportunidade de poder observar e escolher o que fotografar, por ter interagido com os objetos, por causa da repetição de alguns elementos, que criam contrastes interessantes. Devo destacar as cores, que foram determinantes para essa escolha, pois estão tão integradas que ao meu olhar, causou um quê de conforto. Os cianos e amarelos se combinam em verdes, que se repetem em toda a vista, mostrando suas infinitas possibilidades.
Em um primeiro momento, as imagens podem gerar uma certa confusão, pois parece uma paisagem, mas analisando bem, percebe-se que é um espaço. A falta de pessoas circulando pelo local (fluxo), se justifica por sua constante interação com os vários objetos (fixo) que constituem o lugar, a ponto de parecer que não há ninguém. Esses objetos meio largados e entregues ao tempo, dão um outro caminho para o olhar e ao questionamento, ou seja, até que ponto são utilizados e quem os utiliza.
Acredito que o mais interessante dessas imagens é a proximidade física desses espaços. Há elementos que as integram, mas ao mesmo tempo, elementos que as diferenciam. Esse emaranhado de coisas, “amarrados” por texturas, cores, sombras, chama a atenção, merecendo um cuidadoso segundo olhar.
Laiz Reis Leal

Por conta de toda correria que se está sujeitos atualmente, uma opção rápida e funcional para se ausentar momentaneamente de tal situação pode ser encontrada no Parque da Pedra da Cebola, em Vitória, próximo à Av. Fernando Ferrari.
A imagem à cima retrata exatamente a possibilidade supracitada. No decorrer da semana, mesmo nos horários comerciais, o parque é sempre freqüentado, seja por crianças, idosos ou adultos. Ao prestar atenção mais delicadamente no seu público, pode-se perceber que realmente utilizam o local como uma alternativa para relaxar, se divertir e entrar em conato com a natureza, já que esse é o ponto destaque do local: Um refúgio em meio a um forte centro ativo.
É visível que mesmo os atributos naturais do espaço e demais fixos, em quase sua totalidade, foram implantados pelo homem. Diversas espécies da fauna e flora, lagos e cascatas, assim como toda a estrutura de apoio. Provenientes do local, ainda permanecem algumas poucas árvores nativas, sua estrutura geográfica e obviamente, o marco que dá nome ao parque, a Pedra da Cebola. No entanto, este fato não diminui os méritos do espaço. E é justamente por serem bastante fortes que eles garantem a freqüência constante.
Além disso, por possuir entradas voltadas para pontos distintos do bairro em que está localizado ele também é utilizado como rota de passagem de pedestres que querem diminuir o trajeto que precisam percorrer.
Desta forma, o espaço garante uma composição harmônica entre seus freqüentadores temporários ou permanentes (os animais) e seus fixos, natureza, quiosques, parquinhos, e demais estruturas de apoio.




